Diogo Mainardi - muitos não gostam do seu estilo e de seus posicionamentos como jornalista. Eu gosto e muito!! Sarcástico e ferino, vai direto ao ponto, sem meias palavras.
Bom, mas terminei de ler seu último livro - A QUEDA - as memórias de um pai em 424 passos. Seu primeiro filho, nascido em Veneza, por um erro médico no momento do parto, tem paralisia cerebral. E Diogo pai/autor nos conduz pelos caminhos dele com Tito, um passo após outro, "tecendo uma teia que enreda sua história familiar e a da literatura, da arte e das ideias". Uma lição de vida e de amor, de história e de arte. Nada de sentimentalismo ou tentativas de se mostrar como exemplo. Não é livro para se ler e ficar chorando. Como ele mesmo diz "O livro que converte meus sentimentos em seu equivalente intelectual é esse aqui" (312). E nós acompanhamos os passos de Tito com seu pai pelos meandros do cotidiano de suas necessidades e possibilidades, mas também da história, das artes, dos personagens que vão brotando das relações que o autor/pai estabelece com a trajetória dos dois em busca do tempo perdido. E que se recupera. É lindo ver como ele se despe da vaidade ilusória de ser o centro do universo e Tito passa a ser "o resultado de tudo que eu havia visto e lido. Em particular, ele era o resultado de tudo o que eu amava." (238)
Bom, mas terminei de ler seu último livro - A QUEDA - as memórias de um pai em 424 passos. Seu primeiro filho, nascido em Veneza, por um erro médico no momento do parto, tem paralisia cerebral. E Diogo pai/autor nos conduz pelos caminhos dele com Tito, um passo após outro, "tecendo uma teia que enreda sua história familiar e a da literatura, da arte e das ideias". Uma lição de vida e de amor, de história e de arte. Nada de sentimentalismo ou tentativas de se mostrar como exemplo. Não é livro para se ler e ficar chorando. Como ele mesmo diz "O livro que converte meus sentimentos em seu equivalente intelectual é esse aqui" (312). E nós acompanhamos os passos de Tito com seu pai pelos meandros do cotidiano de suas necessidades e possibilidades, mas também da história, das artes, dos personagens que vão brotando das relações que o autor/pai estabelece com a trajetória dos dois em busca do tempo perdido. E que se recupera. É lindo ver como ele se despe da vaidade ilusória de ser o centro do universo e Tito passa a ser "o resultado de tudo que eu havia visto e lido. Em particular, ele era o resultado de tudo o que eu amava." (238)
Não deixem de acompanhar essa caminhada, expressa nos 424 passos de um pai com seu filho! Tito continua a caminhar, Diogo parou de contar seus passos e os leitores aprendem que saber cair tem muito mais valor do que saber caminhar. Tito e Diogo que o digam!